
É a taça feia aí em cima, premiação da Caixa Econômica Federal para o suposto primeiro Pentacampeão brasileiro, a pivô de uma das polêmicas mais desnecessárias do futebol brasileiro.
Em tempo, a intenção não é discutir se o Flamengo é Pentacampeão brasileiro ou não: Ele o é, vencendo com méritos a Copa União de 1987. Que teve lá uma escolha de clubes canhestra, mas não se discute este mérito aqui.
Entretanto, CBF por rusga não reconhece o título do Flamengo de 1987: Naquele ano, todos sabem, os clubes decidiram organizar o Campeonato Brasileiro por conta própria, já que a CBF encontrava-se (surpresa) em um mar de lama e desorganização inaceitáveis para um campeonato da magnitude do Brasileiro, que se arrastava em uma fórmula desorganizada e canhestra há anos. Tentou sem sucesso influenciar a Copa União do Clube dos 13, arremedando um quadrangular entre os vencedores do Módulo Verde (Flamengo e Internacional) e do Módulo Amarelo (Sport Recife e Guarani). Inter e Flamengo se recusaram, e a cisma estava feita.
A questão é que o São Paulo também é penta-campeão. Conquistou por antecipação o título, derrotando o América-RN por 3x0 no Morumbi. E, no entendimento da CBF, é o primeiro, logo digno da taça aí de cima. Embora a própria diretoria do São Paulo, signatária da Copa União, entenda o Flamengo como pentacampeão.
Então porque o SPFC não entrega a taça como pleiteia o Flamengo?
- A taça é um mimo da CBF para o primeiro pentacampeão para a CBF. O Flamengo teve 15 anos para pleiteá-la: por que só agora?
- O São Paulo é o único time grande do país a fazer oposição ao Sr. Ricardo Teixeira. Não é a toa que já sofreu ameaças de não ter o Morumbi, sua casa, como palco da Copa do Mundo.
E é justamente a questão do Morumbi que suscita astúcia política por parte da diretoria tricolor: Uma farpa a essa altura do campeonato, de definição das sedes da Copa de 2014, não parece atraente para ninguém. É mótivo mais que o bastante que Ricardo Teixeira, manda-chuva da Copa por aqui, cerceie do Morumbi o direito de receber algum jogo importante da competição.
É claro que algumas atitudes do SPFC são desnecessárias. Marco Aurélio Cunha não tem nada de fazer troça do time rubro-negro e do título que ostenta; Tampouco é de bom gosto os dizeres de “O Único Pentacampeão” da camisa comemorativa da Reebok. É contraditorio para um clube que sempre rubricou o título do time carioca agir assim. Entretanto, chorar a taça a essa altura aparenta mais uma manobra diversiva da diretoria rubro-negro, com mero intuito de atrair a simpatia da torcida. Sejamos sensatos.